Esse é um dos posts que não faz diferença nenhuma de um blog pro outro!
É só pra matizar que essa sensação corrói muito nosso interior, eu queria ter um saco de porrada pra bater até não me aguentar!
É o momento que paralisa, sinto q eu deveria correr mas não consigo.
Vejo tudo q sou capaz de fazer e conquistar e não consigo pq as obrigações da semana e espera de burocracias me engoliram!
"Pensa positivo"
"Calma"
"Vai dar tudo certo"
Tah to tentando, JURO! Como se fosse um mantra na minha cabeça, mas não tá rolando!
Tento não me punir por decisões precipitadas, por explodir sempre e por me sentir tão inválida!
Muita confusão ...
Claro q tenho fé q vai passar, mas a vontade de morrer ta aqui!
Ela ta sempre aqui!
terça-feira, 24 de julho de 2018
sábado, 21 de julho de 2018
Agora
Na verdade eu planejava meu fim, sim, era só um foda-se, o foda-se de tudo.
Agora que passou, eu percebo como é fácil enganar todos ao nosso redor a respeito de nossos sentimentos. Logo eu, tão clara, transparente.
A verdade é que meus progenitores e irmãos de sangue não prestaram atenção em mim. Acharam normal, acharam que eu quis ir pra lá.
Agora que tudo passou ainda me dói, me dói pq isso confunde meu momento e me faz apenas... sentir...
Não existe sentimento mais estranho que sentir a confusão das emoções, da vida, de tudo.
Agora, eu to aqui, ainda juntando os caquinhos, pra quem sabe fazer uma fusão, ou levar a merda toda pra adubar a plantinha que ta nascendo, que em breve dará frutos pra eu colher.
Eu até tento, superar a dor de ter sido traída, não compreendo como minha irmã, que era tão querida, que eu defendia tanto pudesse ser tão monstra e insensível. Com todo apoio familiar. A família que nunca me acolheu e que agora sou chamada de ingrata!
Eu me bani, eu me deserdei!
Dói pra todos nós, mas pra mim está sendo essencial, necessário pro meu agora.
Todas as vezes que escolhi estar longe eu fiquei bem, minha vida fluiu.
Eu não sei pra eles, mas pra mim é melhor sem eles, não sei pq ainda me importo.
Aqui vai um texto que escrevi quando adolescente, se não me engano, ainda em 2004 sobre meu sentimento de desamor a minha progenitora chamado "Perdoe-me Mamãe", também o chamado "Alcoolismo" sobre a minha saga pra entendê-la, entendê-los.
"Perdoe-me Mamãe
O que fiz em teu ventre?
Quantas vezes eu te acordei com meu choro a noite?
Quantas vezes implorei pelo seu colo?
Quantas vezes eu quis chorar no seu colo?
Mãe me perdoe por não te deixar dormir aquela noite
Mãe me perdoe por não conseguir fazer com que me ame
Perdoe-me por mentir quando quero sorrir
Perdoe-me por não lhe obedecer, quando quer me trancar em sua torre
Mãe perdoe-me as dores que te causei
Perdoe-me, mas ainda choro pelo o seu colo
O que custa ser feliz da forma que acho melhor?
Porque não posso seguir minha vida?
E bater as azas p/felicidade
Talvez não esteja na hora
Mas deixe-me plantar a semente dos meus possíveis sonhos impossíveis
Porque não me aceita como sou?
Perdoe-me por não ser quem quer que eu seja
Perdoe-me, mas quero sentir minha alma livre
Perdoe-me por não amar as cicatrizes que a Senhora deixou em minha alma com suas palavras
Olho p/dentro de mim, e não imagino o mal para o que posso dar frutos um dia
Olho p/minhas veias e tenho medo do sangue que corre
Não me sinto amada como sua filha
Entendo o peso que carregou, é o mesmo que carrego
O seu medo de que me tornes o que hoje a Senhora é
Faz com que minha alma sofra tanto quanto a sua
Somos iguais
Somos mãe e filha
Te amo e te respeito
Mas não sinto o mesmo
Queria te dizer que te amo, sem o medo de não receber a resposta que quero ouvir
Perdoe-me por não ser quem quer que eu seja
Perdoe-me pelas dores que te causei
Perdoe-me por existir
Perdoe-me por pedir perdão..."
Publicado no Recanto das Letras ainda em 2009 - https://www.recantodasletras.com.br/poesias/1825294
E ainda que fosse só incompreensão com meu a mãe, eu sofria muito com meu Pai, ele sempre nos fez sofrer muito, pq ele sofre muito e não admite, deveria ser proibido pessoas como nós ter filhos, esses genes são amaldiçoados!
"Alcoolismo
Você me deixa furiosa
Você me arranca a paz
Você me rebaixa
Você me tirou meus sonhos
Você quer que eu compreenda que está em plena sanidade
Você só quer um motivo para brigar e me desprezar
Cale-se
Você foi quem destruiu seus sonhos
Cale-se
Não fui eu quem fez você ser inseguro
Cale-se dentro de mim, se na minha vida externa
Eu tenho que te engolir
Cale-se
É você quem precisa de ajuda
Cale-se e respire
Respire o ar que você me roubou
Cale-se
Eu até poderia sentir ódio
Eu até poderia estragar minha juventude com revoltas
Não a revolta que sinto dentro de mim
Mas poderia estragar minha vida
Sendo como você e toda a sua raça
Sua doença corre em meu sangue
Mas eu jamais me permitirei seguir seus passos doentios
Cale-se
Quando nasci você já gritava
Você já desprezava todos
Você já foi pior
Você não é todo doente e ruim
Você não é a maldade que te domina
Cale-se
Eu até poderia te abandonar
E você veria que não preciso do seu pão e do seu teto
Eu até poderia te desprezar
E você veria que o que você faz só te prejudica
Eu até poderia te esquecer de vez e ir embora
E você passaria o resto dos seus dias me praguejando
Eu até poderia respirar fundo e fingir que nada disso acontece
E eu iria morrer fingida, e acreditando que a culpa é minha
Eu até poderia te esquecer e seguir meus sonhos
E você tentaria destruí-los e dizer que estou sempre errada
Assim como você sempre fez e ainda tenta fazer
Grite
Você não admite que precisa de ajuda
E você não reconhece que sou a única a te ajudar
Grite
Chore
Antes que seja tarde demais
Sua revolta na sua vida é porque teve que deixar seu sonho de lado
Então a culpa não é de ninguém
Grite por está indiretamente lendo a mais pura verdade
Chore pois não pude te falar isso pessoalmente
E não sei se um dia poderei
Pois você iria gritar
Me espancar
Talvez não mais fisicamente
Mas sim com palavras mentirosas
Você exigiria respeito sendo que nunca demonstrou isso
Você diria que eu estou na sua casa e que como da sua comida
Você me faria chorar a noite toda
Você colocaria a culpa em minha mãe
Você quebraria algumas coisas em casa
E no outro dia você iria chorar e pedir desculpas
E quando ninguém mais agüentasse e fosse embora
Você diria que jamais esqueceu por ter sido abandonado
E viria atrás passar tudo em minha cara
E me faria sofrer
E eu jamais conseguiria dormir sabendo que meu pai foi dominado pelo álcool
E que nunca me ouviu
Espero que algum dia você leia esse poema
E me compreenda
Pois se não consigo te falar
Eu preciso me expressar
Eu preciso dizer que te amo e que sempre vou te ajudar
Mas preciso me expressar e dizer o que estou sentindo
E preciso de alguma forma dizer lhe que muitas vezes eu abandonei sonhos por você
Assim como você fez por mim um dia
Mas também você precisa entender que hoje meus sonhos jamais morrerão
Pois eu lutarei até o fim
Para te tirar desse domínio do alcoolismo"
By: Lílian
17/11/09
Às: 17:38
Hr de verão
Acontece que eu caí, eu adoeci... E ninguém cuidou me mim!
domingo, 1 de julho de 2018
A viagem no tempo
Então, eu estou constantemente tendo que lidar com o movimento que minha cabeça me leva, tem horas que eu me assusto comigo, que entro de novo em crises existenciais de não entender o que ta acontecendo, quem sou eu, se vou permanecer como estou no presente, se eu melhorar e voar e me dá conta que foi mais uma ilusão e cair, como já caí...
Viajar nas minhas lembranças não é tão forte quanto ler em meus diários e ouvir aquilo que eu ouvia no exato momento do desabafo, foi muito forte entrar no outro daily e me abraçar e aceitar que antes sofrer com minha carência, com a falta de estabilidade amorosa, do que sofrer em mais uma relação amorosa. Saber quando o relacionamento toma rumos que me farão sofrer, fez com que em 4 anos, eu não tenha conseguido levar um amor em uma relação por mais de 5 meses. Até que consegui em tempos espaçados, e por mais de ano sofrer com um coração partido, em imensas crises, de achar que só seria feliz em monogamia, poliamor, poligamia, amor livre, e nada mais que sexo casual.
Eu me perdi tantas vezes e ainda me encontro sem rumo no quesito amizade. Estou evoluindo a cada dia na terapia, de uma maneira que eu não esperava, e assim, minha auto culpa por ter me afastado de tanta gente, fez com que eu aceitasse que cada pessoa tem seu devido lugar. Ainda que em meu coração magoado, ainda que olhando pra trás e recentemente me culpando por não conseguir manter amizades profundas e tão próximas com quem restou em minha vida.
Ao mesmo tempo que dou graças a Deusa, ao caos, a mim mesma, eu me pergunto se deveria mesmo ser tão distante. O fato é que todas essas pessoas que me afastei, discutindo ou só me distanciando, cortando laços em um bloqueio de rede social, ou presencialmente, eu estou conseguindo experimentar dias de alegria e planejar um futuro sem pressão e sem medo de julgamento social, com exceção dos dias de fobia e de confusão mental.
Eu não tenho saudades de ouvir o que devo fazer, nem de pressão do que irei fazer.
Eu parei de considerar que as datas do calendário equivalem ao grau de intimidade, respeito e amor entre eu e as pessoas do passado, e isso não significa nada pro futuro, apenas e apenas que no presente elas não cabem mais.
Como que eu escrevi tanto e não percebi isso antes? A falta de apoio de todas essas pessoas não se resumiu ao tempo atrás e não tão distante que me magoei. Resolvendo assim, tudo isso dentro de mim, eu consegui começar atividades físicas que me lembravam uma pessoa querida, tocar e cantar ainda que mal, músicas que planejei tanto com minhas amoras passadas.
Eu parei de incluir pessoas em meus planejamentos, parei de contar com a certeza dos outros e isso só tem me feito bem.
O botão do foda-se, talvez não precise ser acionado quando esquecemos que ele existe, a vontade de seguir o coração ultrapassa qualquer ilusão e medo de errar.
Eu sinto atualmente que nada que esteja longe do que eu sempre fui caberá nesse atual espaço, foi muito sofrimento pra morrer, pra de fato, tomar minha vida de volta pra mim, não que eu tenha errado, mas que eu fui pelos caminhos que me disseram, até que agora não me restou nada a não ser engolir o orgulho e viver de ajuda, de oferecer ajuda, da troca e da confiança.
Eu ainda me vejo como a carta O louco, que saiu da torre e encarou a roda da fortuna, que finalmente se localizou e se aceitou, para finalmente movimentar, se permitir criar, e querer a estabilidade nas relações. Me vejo tão diferente, tão paciente, tão tranquila, mas a maioria dos dias tudo aperta, tudo dói, tudo fica vazio, e eu luto contra isso. Tenho me enchido de atividades, ocupando meu tempo, mas depois de tantos anos, eu sinto falta de calor na hora de dormir, e ao mesmo tempo amo me acalentar quando lembro dos dias de angústias que aguentei só por um calor.
Por isso que escrevo, pra sempre ler o meu passado e aprender no presente e tomar alguma direção pro futuro. Por isso que não vou parar, quando paro eu estagno, morro, e sugo tudo a minha volta pros abismos piores. Escrever dá uma vida ao que sonhei, faz sentido antes de morrer, me segura mais uns dias e anos. O tempo que viajo são nas palavras e nas milhas filosofias, nas minhas angustias, nos meus amores perdidos, nas amizades destruídas que me fazem querer ser melhor da próxima vez.
Pode não parecer, mas eu estou aprendendo, constantemente, dando limites a tudo que nunca fiz questão, me segurando pra não exagerar e depois cair com a cara no chão.
E hoje eu tenho me segurado, tenho me preenchido, tenho vivido a cada hora e minuto, pra que os vôos que eu tenho dado não sejam em vão, para que cada flor que eu cheirei eu tenha levado o necessário para outras plantas, para que minha nova casa não destrua nenhum ser e seja acalento pra quem chegar.
Ainda dói tantas coisas, mas eu to conseguindo escrever definitivamente uma nova história, porque não está mais tão distante, está bem perto, e a luta está aqui a cada minuto, a cada pensamento acelerado, a cada sono excessivo, a cada chão, cada caminho e cada destino.
E volto novamente pro meu lugar no universo, onde eu me sinto só uma poeira e isso me deixa confortável, que eu tenho a dádiva de observar isso tudo.
Assinar:
Comentários (Atom)


