As lembranças do facebook me trouxeram outra visão de quem fui, por um lado foi bom lembrar que nem tudo foi horrível, mas também lembrei que eu só estava me enganando.
Me sentia tão curada, tão no direito de apontar e de dar minha opinião. Essa é a diferença de hoje, não me sinto curada, tenho meus questionamentos, tenho minhas críticas, porém estou na minha, sumi, refleti.
Já não dói tanto perceber que perdi algumas pessoas, ou melhor, que desisti de algumas pessoas em minha vida. Uma hora me orgulharei de tudo que passei e saberei separar tudo.
Sempre fui muito um livro aberto, mas dessa vez eu me fechei e percebo que deve haver um equilíbrio. Não preciso ser outra pessoa, apenas saber quando me reservar e quando me abrir.
Tenho sonhos e projetos, tenho ainda vontade de realizar coisas que parecem distantes.
Enquanto eu melhoro eu espero, falta uma permissão minha, um estalo, um passo.
Ainda estou sem energia pra isso e só me resta aceitar o momento, sei que sairei mais forte, mais firme, ao mesmo tempo que não sei se é só desejo e fé que dias melhores cheguem.
Só me restou acreditar em meus sonhos, pq em mim eu nem posso!
Viver essa bipolaridade, essa fusão de tudo que fui me faz enxergar a morte como saída pra descansar, porém não pretendo me matar, quero ver até onde as coisas vão dar, as vezes sinto medo e as vezes eu sou o medo.
Medo medo medo medo...
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