Meu ego as vezes é minha fragilidade, hoje eu refleti dentro de mim o quanto ainda dependo da aprovação alheia, do quanto fico triste quando sou rejeitada e quando tenho a sensação de abandono.
O que é mais contraditório em mim é que eu me bloqueio quando resolvo construir novas relações...
Hoje ao passear na noite, eu estava tão bem olhando o céu estrelado, parecia que eu ia voar, parecia que eu não tinha corpo de carne e osso. Mas apareceu uma pessoa na rua, e eu já estou mais segura de não me apavorar se for um Homem, eu vi, desviei o olhar pq ele me atraiu, e lembrei que já havia cumprimentado ele outro dia quando saí no mesmo horário.
Ele ainda estava se aproximando e percebi que ele ficou com medo de falar comigo, ele atravessou a rua como respeito e eu não consegui olhar e abrir um sorriso e desejar boa noite. Embora eu fizesse isso se fosse uma mulher, eu senti vontade de me fechar e ao mesmo tempo me perguntei se precisava disso, será que não dava pra ser construída uma amizade alí? Uma companhia pra passear a noite?
E se ele pensou a mesma coisa? Eu continuei andando, com a música do meu momento tocando no celular, deu pra perceber que as pessoas que passavam paravam pra prestar atenção, é uma banda chamada "False Horizon" que um amigo indicou recentemente.
Depois imaginei o quanto seria bom ter uma amizade como a dele aqui perto, que dá pra falar de depressão, exploração social, revolução, veganismo, poesia, nossos bloqueios, nossas terapias, nossos traumas, isso seria melhor que uma noite de sexo pra mim, no momento era disso que eu precisava.
Depois cheguei ao meu destino de dar comida a uns gatinhos de rua, me lembrei de como eles não ligam pra aprovação de ninguém, eles são realmente livres.
Receber e dar amor a esses babys me ajuda muito, mas preciso ainda aprender a ser mais livre dos julgamentos que criei na minha cabeça, de formações e construções de paradigmas que ainda me aprisionam.
Ao chegar em casa eu resolvi mexer no celular enquanto estava no banheiro, e vi que uma pessoa querida deixou de me seguir no instagram, eu me senti ofendida, e deixei de segui-la, depois refleti que eu mesma pedi pra ir embora as pessoas que não sabiam lidar com minhas loucuras.
Resolvi desativar pela primeira vez minha conta, facebook, twitter e instagram desativados.
Vou entrar de férias deles, estou em recuperação, estou reconhecendo quem me tornei, aprendendo a respeitar minha fragilidade, meus medos e traumas.
Um dia eu sei que vou ser a doidinha dos gatos de cabelo colorido e simpática, e não a séria e fechada.
Eu não pretendo me abrir tanto, mas no mínimo deixar o ambiente mais agradável, essa sensação de medo me aprisiona, me deixa num sufoco desnecessário.
Eu ainda estou seca, não consigo regar nenhum novo sentimento ou vontade de me apaixonar, mas estou aprendendo a viver uma paixão por mim mesma, pelos meus defeitos e crises.
Volta e meia eu me vejo andando sem rumo, com vontade de morar na rua, ou me suicidando uma hora ou outra, isso ainda está em mim, e percebo que é mais uma vez minha fragilidade ou minha fortaleza, pois eu aceitei a morte e estou sentindo o que ela pode ser de fato.
E toda vez que penso nela eu imagino o que minha consciência pode se tornar, espero que ela vague como o vento, e se torne melodia que nem esses solos dessa banda, ou que balance uma árvore e traga o frescor aconchegante de uma tarde ensolarada, que seja apenas aquele frio gostoso da noite que permite que as pessoas se abracem e se amem.
Eu criei essa crença na minha filosofia de hoje, pra lidar melhor com toda essa fragilidade.
O que é mais contraditório em mim é que eu me bloqueio quando resolvo construir novas relações...
Hoje ao passear na noite, eu estava tão bem olhando o céu estrelado, parecia que eu ia voar, parecia que eu não tinha corpo de carne e osso. Mas apareceu uma pessoa na rua, e eu já estou mais segura de não me apavorar se for um Homem, eu vi, desviei o olhar pq ele me atraiu, e lembrei que já havia cumprimentado ele outro dia quando saí no mesmo horário.
Ele ainda estava se aproximando e percebi que ele ficou com medo de falar comigo, ele atravessou a rua como respeito e eu não consegui olhar e abrir um sorriso e desejar boa noite. Embora eu fizesse isso se fosse uma mulher, eu senti vontade de me fechar e ao mesmo tempo me perguntei se precisava disso, será que não dava pra ser construída uma amizade alí? Uma companhia pra passear a noite?
E se ele pensou a mesma coisa? Eu continuei andando, com a música do meu momento tocando no celular, deu pra perceber que as pessoas que passavam paravam pra prestar atenção, é uma banda chamada "False Horizon" que um amigo indicou recentemente.
Depois imaginei o quanto seria bom ter uma amizade como a dele aqui perto, que dá pra falar de depressão, exploração social, revolução, veganismo, poesia, nossos bloqueios, nossas terapias, nossos traumas, isso seria melhor que uma noite de sexo pra mim, no momento era disso que eu precisava.
Depois cheguei ao meu destino de dar comida a uns gatinhos de rua, me lembrei de como eles não ligam pra aprovação de ninguém, eles são realmente livres.
Receber e dar amor a esses babys me ajuda muito, mas preciso ainda aprender a ser mais livre dos julgamentos que criei na minha cabeça, de formações e construções de paradigmas que ainda me aprisionam.
Ao chegar em casa eu resolvi mexer no celular enquanto estava no banheiro, e vi que uma pessoa querida deixou de me seguir no instagram, eu me senti ofendida, e deixei de segui-la, depois refleti que eu mesma pedi pra ir embora as pessoas que não sabiam lidar com minhas loucuras.
Resolvi desativar pela primeira vez minha conta, facebook, twitter e instagram desativados.
Vou entrar de férias deles, estou em recuperação, estou reconhecendo quem me tornei, aprendendo a respeitar minha fragilidade, meus medos e traumas.
Um dia eu sei que vou ser a doidinha dos gatos de cabelo colorido e simpática, e não a séria e fechada.
Eu não pretendo me abrir tanto, mas no mínimo deixar o ambiente mais agradável, essa sensação de medo me aprisiona, me deixa num sufoco desnecessário.
Eu ainda estou seca, não consigo regar nenhum novo sentimento ou vontade de me apaixonar, mas estou aprendendo a viver uma paixão por mim mesma, pelos meus defeitos e crises.
Volta e meia eu me vejo andando sem rumo, com vontade de morar na rua, ou me suicidando uma hora ou outra, isso ainda está em mim, e percebo que é mais uma vez minha fragilidade ou minha fortaleza, pois eu aceitei a morte e estou sentindo o que ela pode ser de fato.
E toda vez que penso nela eu imagino o que minha consciência pode se tornar, espero que ela vague como o vento, e se torne melodia que nem esses solos dessa banda, ou que balance uma árvore e traga o frescor aconchegante de uma tarde ensolarada, que seja apenas aquele frio gostoso da noite que permite que as pessoas se abracem e se amem.
Eu criei essa crença na minha filosofia de hoje, pra lidar melhor com toda essa fragilidade.

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