"E o teu medo de ter medo de ter medo, não faz da minha força confusão, teu corpo é meu espelho e em ti navego, seu sei que a tua correnteza não tem direção"
Essa citação é eu falando pra mim mesma.
Ontem eu só queria morrer, mas consegui pedir ajuda, consegui aceitar ajuda.
Hoje a paranóia se instalou, pq recebi apoio e carinho, logo logo hj eu senti q atrapalhei.
É falta de autoeatima, é medo de ser feliz, de sentir toda aquela dor de novo. De estragar tudo com meu comportamento provocativo, ácido e rebelde. Eu me controlo, mas na tpm tudo desaba e eu to nela de novo. Não sei como sobreviverei mais essa.
Depender de medicamentos e não poder usar drogas ta me aprisionando. Sempre fui careta, mas por opção, a obrigação me sufoca.
Pior é me privar dos rituais de ayahuasca que tanto amei e amo, saudades de tudo.
Especialmente a questão da música, não me arrependo do afastamento pq ele foi necessário mas sinto falta de querer ir e ir.
A vontade de me autodestruir veio com tudo, e o medo de surtar vem de novo. Só não vou mais fazer isso pq não quero machucar ninguém.
O medo, pavor, pânico ainda ta aqui.
O dano foi muito grande e ta muito foda superar apesar das coisas boas que recebi.
Quero superar
Quero ser feliz
Ta difícil e eu to fazendo tudo conforme me disseram.
Ta foda!
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Além da ferida
De repente eu voltei lá na memória mais antiga sobre a minha carência familiar, e lembrei que infelizmente fizeram questão de me rebaixar quando minha irmã nasceu. Ela nunca teve culpa de nada, eu queria que ela nascesse, sempre foi meu sonho ter uma irmãzinha pra brincar comigo, mas quando ela nasceu eu tive que deixar de ser criança sem poder ser mocinha. Ajudei a criá-la, e muitas vezes reivindiquei que tivesse os mesmos direitos que ela e meu irmão. Eu fui obrigada a ouvir que era feia e gorda, que tava cheia de espinhas, que era insuportável, que não parava quieta, que merecia surras, além das que eu já levava. Perdi minha coleção de tazos de animais em extinção, sobraram alguns que escondi da minha mãe. Fui proibida de ficar com qualquer animal, especialmente gatos, minha mãe ameaçou de jogar no rio, e meu irmão disse que tinha levado o último pro rio. Depois desmentiu mas eu já tinha criado aquela memória que até hoje não saiu da cabeça.
Tinha o mesmo castigo que meu irmão quando não ficava em tantas matérias quanto ele, ou apenas respondia minha mãe. Sempre respondi, o tratamento comigo sempre foi diferente, e a justificativa é que eu não obedecia. Lembro que um dos piores traumas não foi os abusos sexuais, nem ver minha mãe apanhando, foi de ter sido culpabilizada, sexualmente eu não podia me masturbar, se fosse pega isso era coisa de piranha. Meu primo e irmão podiam ver suas revistas, e ainda inventavam coisas pra eu apanhar, inventavam que eu estava me agarrando com meninos na escola, só pra eu ficar também de castigo, e apanhar. Um dia cheguei em casa com um adesivo que parecia piercing, no nariz, mas era mais um adereço, como se fosse uma maquiagem, e meu irmão foi na frente e não sei o que disse pq quando eu cheguei, ela me pegou pelos cabelos e me bateu muito. Fui proibida de pensar em colocar algo do tipo.
Isso foi só uma parte das coisas que fui obrigada a passar. Lembrei muito da hora em que meu pai quebrou meu fichário e eu perdi todas as matérias, tirei 0 em matemática, pq valia 3 pontos só dos exercícios, e eu tinha que apresentar na segunda, e isso foi no domingo. Ouvia meu pai falar que sabia com o que eu tava me metendo pq ele já tinha sido da minha idade. E eu só chorava, ficava com os olhos vermelhos de tanto chorar, ele e todos diziam que era maconha. EU NEM SAIA DE CASA.
Comecei a me recusar ir pra igreja, e apanhava. Meu Deusa, como eu apanhei! Na cabeça, na cara, em todas as partes. De chinelo, de cinto, cabelos puxados.
Era obrigada a fazer os trabalhos pelo meu irmão. O diretor da escola teve q proibir ele d estudar comigo.
No dia da premiação de melhor atriz da escola, ninguém estava comigo. No dia em que toquei em um festival de música, só foi a minha mãe pra dizer depois que agora eu ia trabalhar e tinha que deixar as aulas de lado. Eu não podia pegar no meu violão que era reclamava da "zoada". Meu pai nunca me apoiou na música, apesar de ter dado um jeito de me dar 500,00 pros meus 15 anos. Isso ele não fez pela minha irmã e nem meu irmão, e eu pude realizar o meu sonho. Infelizmente as coisas foram piorando a medida que eu fui amadurecendo, mas depois fui aprendendo a lidar e a sofrer mais até tomar veneno de rato aos 15 anos, ter bulimia, ter me cortado. Tudo foi abafado. Minha mãe disse que tentei me matar só pra falarem mal dela.
Essa parte, é a gritante dos meus 15 anos... Tiveram outras, como no natal de 2006, que eu meu pai saímos na porrada pq não aceitei de novo as ameaças dele, ele me enforcou, depois que eu disse tudo que precisava, defendendo minha mãe e meus irmãos. Minha mãe ao invés de me defender ela disse: Ta vendo a cobra que ela é, isso é cobra criada!
Eu tirei forças não sei de onde pra me defender, pra jogar ele do outro lado. Cada palavra minha deixava ele sem saber o que dizer, e a rua toda ouvia. Eu fiquei com vergonha de sair no outro dia, mas saí e cochichavam.
Depois desse dia de alguma maneira eu me anestesiei pra melhorar.
Ainda que depois disso tudo eu ainda tinha que surtar?
Hoje no consultório minha psicóloga me fez entender que o surto foi o limite. Que agora é divisor de águas, mas infelizmente eu só estou mais angustiada.
Dessensibilizar tudo isso vai ser muito trabalho, será se tenho chance de andar mais leve?
Eu já não chorei o bastante?
Essa dor da ferida, parece impossível de alguém entender, quando preciso de colo, de apoio, de compreensão. É nessas horas que me sinto ninguém, que não mereço ser amada, que é melhor me isolar mesmo, porque não tem quem entenda e ninguém é obrigado.
Perdoar não basta, isso ainda me afeta.
Queria sim olhar tudo e só me sentir feliz por eles serem felizes da maneira deles, assim como vejo muitas pessoas que já não fazem mais parte da minha vida.
Mas tudo ao meu redor que acontecesse me puxa de alguma maneira pro passado. Já não bastasse o tanto que vomitei na ayahuasca e tudo que aprendi. Talvez o surto foi uma chance pra gente como família fazer algo uns pelos outros. Mas não passamos nesse teste.
A diferença poderia ser feita agora, mas eu to cansada demais e não me faz bem esperar que eles façam o que eu pedi.
Eu fui clara, eu não sou de mentir e eles sabem que eu jamais mentiria a respeito disso. Me deserdei pq não vi outra maneira de dizer que quero paz e um tempo.
Me feriu mais ver minha irmã e seu complexo de mais nova narcisista em não tentar me ajudar, era minha bonequinha, sempre a defendi com unhas e dentes. Ainda a amo mas ela nunca quis me ajudar. Acha que o mundo é entorno da sua vida. Eu cobrei uma postura dela que ao invés de gastar com futilidades tivesse mais responsabilidade com os gatos dela, que castrasse, mas ela continuou preferindo suas tatuagens e piergcings. Ela que me bloqueou, ela me ignorou. Ela me magoou.
Além de tudo que sofri, abandono parental e de amigos. Abandonos e eu cansada de ser abandonada me isolei e agora temo ser abandonada de novo. Eu não aguento mais.
Ferida que dói, que machuca quando tento viver normalmente, pq ainda magoa, não sarou e nem sei se há uma cura, já que não posso desistir de vez.
(Ouvindo Audiolepsia - Lunes)
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
A corrida pra dentro de mim
De repente eu sei que faz tudo parte do meu processo, o poder de autoconhecimento é meu, estou fazendo o que precisa ser feito, estou buscando dentro de toda essa situação o tal do equilíbrio e estabilidade, o que é tão difícil quando se tem sintomas físicos, sensações que vão além dos meus pensamentos passados, vai até as atuais perspectivas e me engole.
Como planejar sem ser engolida pelos "e se"?
Como vou conseguir respirar fundo se isso já nem basta pra esperar o amanhã.
To aqui no presente desabafando e já fiz várias coisas ao mesmo tempo, sem foco em nenhuma e tudo pela metade.
Ao menos estou fazendo, fico feliz instantaneamente.
Pernas inquietas, milhões de pensamentos, vontades rasgando meu interior.
Sensação de que a tpm chegou e já me preparando pelas crises que ela me trará e me concentrando pra não afundar.
Hoje contei em minha tabela e percebi que já ta na hora de induzi-la. Porém como pretendo fazer muito sexo, vou esperar mais alguns dias.
Enquanto isso eu sentirei os sintomas da tpm que antecedem o máximo e me trazem muitos desconfortos. E me lembro que não fiz ainda os exames que o psiquiatra passou.
Mais confusão, mais divisão... entre dois instagrams, entre dois blogs, entre dois eus...
O que ta acontecendo comigo que não to conseguindo separar as duas coisas e só me confundindo mais.
É meu introspectivo e meu externo. Cadê esse equilíbrio?
Acho que vou correr hoje, ainda que com a garganta inflamada.
Ta na hora de ir gastar essa energia que não sei como.
Eu preciso focar, fazer bem, quero e to cansada de me perdoar todos os dias com o mínimo que fiz.
Enquanto isso, e aquilo...
Que fase!
domingo, 26 de agosto de 2018
Transtorno da cor de cabelo
Li em algum lugar que mudar o cabelo de cor o tempo inteiro indica transtorno mental, e eu não duvido disso.
Minha crise de identidade está bem visível, eu só me toquei dela tem 15 dias, se tornou uma luta a mais, e uma amiga disse que ao menos eu to me buscando, to experimentando pra encontrar a nova Lilian.
Durante muito tempo eu fui uma, que fotográficamente me deu até saudades, mas não pra voltar a ser, pq dentro dessas fotos eu sei bem como eu estava por dentro e como a ilusão existia muito bem maquiada.
Eu estava longe, fora, buscando ser melhor, mas um melhor q não encontrava.
Realmente eu estou tendo uma chance bem diferente, tanto que entro em parafuso constantemente e como q tudo aconteceu em tão pouco tempo.
Sendo coisas demais
Sempre indo pro demais
Sem limites
E continuarei até pq nem vejo mais problema pra isso...
Eu só quero ir e me encontrar e ficar bem.
Tenho valorizado cada vez mais os poucos momentos em que estou bem.
Não q eu precise de estar sempre bem, é que pra querer viver e valer a pena, os momentos bons sendo maioria deixa tudo mais leve e nada me abala facilmente.
Ainda me sinto distante, porém mais presente.
Minha crise de identidade está bem visível, eu só me toquei dela tem 15 dias, se tornou uma luta a mais, e uma amiga disse que ao menos eu to me buscando, to experimentando pra encontrar a nova Lilian.
Durante muito tempo eu fui uma, que fotográficamente me deu até saudades, mas não pra voltar a ser, pq dentro dessas fotos eu sei bem como eu estava por dentro e como a ilusão existia muito bem maquiada.
Eu estava longe, fora, buscando ser melhor, mas um melhor q não encontrava.
Realmente eu estou tendo uma chance bem diferente, tanto que entro em parafuso constantemente e como q tudo aconteceu em tão pouco tempo.
Sendo coisas demais
Sempre indo pro demais
Sem limites
E continuarei até pq nem vejo mais problema pra isso...
Eu só quero ir e me encontrar e ficar bem.
Tenho valorizado cada vez mais os poucos momentos em que estou bem.
Não q eu precise de estar sempre bem, é que pra querer viver e valer a pena, os momentos bons sendo maioria deixa tudo mais leve e nada me abala facilmente.
Ainda me sinto distante, porém mais presente.
Vênus em ansiedade
Na astrologia o planeta vênus significa a forma como vc se relaciona. Ainda que eu seja atéia, amo esses simbolismos e ritualísticas, eu inventei meu mapa baseado na real do q sinto.
Conheci uma pessoa maravilhosa, to diferente, to zen ao lado dele, longe dele a ansiedade volta naturalmente, mas penso nele e me volta a calmaria, sorrisos bobos e e fico aérea.
O pouco tempo q nos conhecemos causou o inpacto no espaço, pq não tinha completado 7 dias para que os dois tenham despido suas almas, compartilhando o mesmo universo, entre o carinho, tesão, filosofias e discussões sobre a vida.
A gritante diferença entre nós não me incomodou, não me senti sufocada e nem mal respeitada... Senti respeito e sintonia. Harmonia natural.
Escutamos músicas de doom metal, q há tempos não ouvia, e deu pra viajar nas notas, na delícia de estar. Há tempos não sentia essa sintonia e nunca senti nada tão seguro. Diferente, completo, fluindo.
É novo, é novidade, só não quero quebrar d novo e nem ser despedaçada.
A diferença entre todos que já existiram é a vontade recíproca de se ver o tempo inteiro. Ta equilibrado, ao menos até agora, nesse curto período de espaço e tempo.
Conheci uma pessoa maravilhosa, to diferente, to zen ao lado dele, longe dele a ansiedade volta naturalmente, mas penso nele e me volta a calmaria, sorrisos bobos e e fico aérea.
O pouco tempo q nos conhecemos causou o inpacto no espaço, pq não tinha completado 7 dias para que os dois tenham despido suas almas, compartilhando o mesmo universo, entre o carinho, tesão, filosofias e discussões sobre a vida.
A gritante diferença entre nós não me incomodou, não me senti sufocada e nem mal respeitada... Senti respeito e sintonia. Harmonia natural.
Escutamos músicas de doom metal, q há tempos não ouvia, e deu pra viajar nas notas, na delícia de estar. Há tempos não sentia essa sintonia e nunca senti nada tão seguro. Diferente, completo, fluindo.
É novo, é novidade, só não quero quebrar d novo e nem ser despedaçada.
A diferença entre todos que já existiram é a vontade recíproca de se ver o tempo inteiro. Ta equilibrado, ao menos até agora, nesse curto período de espaço e tempo.
Entrei bem e saí pior
Dia difícil pra mim
Reconhecer que amei sem ser amada
Que fui rejeitada
Que quando quero o outro não me quer, não me aceita, não me ama como amo
Reconhecer q apesar disso eu preciso seguir em frente e não ficar me martirizando se podia ser diferente, onde eu errei.
A verdade é q eu não errei, a pessoa só não quis. E eu sigo mais uma vez d coração fechado, me abrindo pra quem me quer, tentando mesmo ...
Só dói agora
Mas to me abrindo pra novos amores e já tem um tempo.
Reconhecer que amei sem ser amada
Que fui rejeitada
Que quando quero o outro não me quer, não me aceita, não me ama como amo
Reconhecer q apesar disso eu preciso seguir em frente e não ficar me martirizando se podia ser diferente, onde eu errei.
A verdade é q eu não errei, a pessoa só não quis. E eu sigo mais uma vez d coração fechado, me abrindo pra quem me quer, tentando mesmo ...
Só dói agora
Mas to me abrindo pra novos amores e já tem um tempo.
17/08/2018
Ouvindo Society Eddie Vader
Pós terapia
Focamos no surto e como doeu, lembrei d coisas depois q voltei ds viagem, como meu tio e avó pioraram as coisas e manipularam todos para seus interesses.
Eu não tava bem e me fizeram acreditar que estava... eu tava tão louca quanto e eles alimentaram aquilo.
Pq?
Me senti tão inútil, que não devia ter nascido. Toda a autosuficiencia q achei q tinha era apenas a mania, era a grandeza... diferente de amor próprio e de ser autosuficiente.
Sinto muita vergonha cada vez q lembro, sinto que nunca fui uma pessoa boa, q nunca tive razão e q só fiz mal a todos.
Lembrar disso tudo me deixou desnorteada, foi preciso pq todas essas questões me assombraram profundamente. Continuam assombrando dia após dia. Quando conto pra alguém q to conhecendo, quando tento não contar... Nunca sei o que fazer com isso e nitidamente atrapalha minha vida.
Parece que perdoar os envolvidos é me culpar pq não consigo sentir outra coisa.
Lembro de toda confusão, de todos q me deram as costas quando comecei a compreender tudo, que não vieram atrás quando eu desisti.
Eu não quis desistir e nem machucar ninguém.
E a vontade de sair andando voltou, de me refugiar no nada. Sensação que não mereço o amor de ninguém.
A angústia sobre isso ta passando mas ainda estou catatônica.
Vontade de morrer, vontade de me apagar da memória de todos.
O medo d morrer que eu tava agora se tornou desejo. Eu não posso perder o controle de novo. Ao menos agora eu sei q é possível e não vou me expor como das outras vezes.
Mas queria parar d me esconder, realizar meus projetos. Minhas vivências, meus sonhos. Além da crise de identidade agora se instalou a crise de ter consciência sobre tudo.
Não sei outra maneira de passar por isso.
Pq comigo? Além de tudo, pq comigo? Eu já não tinha sofrido o suficiente? Vai vir algo pior?
Tenho até medo de ficar bem, de aceitar q esteja dando tudo certo pq o tombo pode ser pior ainda.
Só
Só nisso!
domingo, 12 de agosto de 2018
Além do ajuste
Algumas questões mais profundas o ajuste químico está tratando... a vontade de mexer na ferida, a vontade de chamar pra conversar e chorar tudo q preciso, ao mesmo tempo q isso pode ser pior.
Eu tmbm ofendi, eu fiz mal, eu tava fora de mim, ninguém acreditava em mim, e recentemente voltei numa lembrança de quando meu irmão falava que eu usava drogas e minha mãe me batia a troco d nada. Meu pai gritava comigo ameaçando o tempo inteiro sem ter feito nada.
Talvez esse seja o motivo d eu ser tão sincera, eu tive q provar muito q eu não mentia.
Ainda nessa confusão que eu me afastei pra minha segurança, tem ferida não cicatrizada que preciso me preparar pra mexer. Não sei ainda o que devo fazer, mas meu coração sempre quis conversar, pedir perdão, não fiz nada no surto pq quis, todos sabem q eu nunca faria, e de repente tudo ficou ao contrário, muita gente tmbm se meteu, uns apontaram o dedo pros outros, muita gente me disse que não devia confiar em beltrano e cicrano, e depois essas pessoas que eu não deveria confiar mais...
Eu to antisocial, com fobia social, e to nessa sozinha.
Eu tmbm ofendi, eu fiz mal, eu tava fora de mim, ninguém acreditava em mim, e recentemente voltei numa lembrança de quando meu irmão falava que eu usava drogas e minha mãe me batia a troco d nada. Meu pai gritava comigo ameaçando o tempo inteiro sem ter feito nada.
Talvez esse seja o motivo d eu ser tão sincera, eu tive q provar muito q eu não mentia.
Ainda nessa confusão que eu me afastei pra minha segurança, tem ferida não cicatrizada que preciso me preparar pra mexer. Não sei ainda o que devo fazer, mas meu coração sempre quis conversar, pedir perdão, não fiz nada no surto pq quis, todos sabem q eu nunca faria, e de repente tudo ficou ao contrário, muita gente tmbm se meteu, uns apontaram o dedo pros outros, muita gente me disse que não devia confiar em beltrano e cicrano, e depois essas pessoas que eu não deveria confiar mais...
Eu to antisocial, com fobia social, e to nessa sozinha.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Durante e depois do treino
Quando cheguei na aula, eu digitei a publicação anterior, estava observando o professor observando os pequenos no Katar, os adultos olhando e lutando pra não desistir...
O treino foi chato, o horário que vou é muito chato, todo mundo já treinou, já aqueceu e eu fico dependendo da criatividade do professor do que fazer comigo.
Estava incomodada de como estava visível as bolhas vermelhas em meu corpo, mas tava tudo ok.
Ele pediu pras meninas, coleguinhas que adoro da idade entre 10 e 13 anos pra me auxiliarem no Katar. Eu eu fui me lembrando d como era. Poucod minutos antes uma delas me perguntou se eu ia competir e eu expliquei q não via necessidade. Ela me olhou meio aborrecida e disse q só perguntou pq somos faixa branca.
Vai ter a copa do professor e por isso tanto treino com Katar e ele sempre falando pra mim caso eu mude de idéia, pra eu competir eu só pensando em correr dali. Tmbm não posso agora pagar treino d ninjutso q sonho em fazer e nada tem d competição e nem criança. Aliás o karatê é um passo pra eu chegar lá e não morrer nos treinos. E é caro... fica pra longo prazo e pra quando eu conquistar meu direito de ir e vir tanto do meio como da mente!
Fiquei parada 15 dias do karatê então katar é bom pra eu não passar tão mal...
Eu tentei sorrir, ser mais simpática, respirei fundo e percebi q na dança do ventre fui tanto antisocial quanto. Aliás a única época q fiz amizade facilmente foi no d'armas. Eu conseguia tudo q hj é distante.
Depois conseguia por base da rotina amizade com os colegas de trabalho mas nada profundo...
Desde criança eu sou assim, depois sou a pessoa q mais ama, protege, leal... e as vezes tudo vira e nunca perdoo e desapareço doa ciclos. Mas as poucas ficam pra sempre.
Não quero me tornar a melhor amiga de todos, nem ser popular mas ser mais livre, mais relaxada r deixar ao menos um momento dss pessoas mais seguras e sem achar q vou atacar.
Lembrei q na ayahuasca eu era assim com todos os participantes... eu emanava tanto amor e não só pelos rituais pq quando não comungava mais eu emitia todo esse amor. Até q me senti profundamente traída ou como se tudo fosse mentira... hoje sabiamente entendo, entendo q d alguma maneira ta tudo ok.
Só queria de volta essa segurança, essa paz pra poder me abrir e deixar sair só o q eu quiser.
O treino foi repetidamente o Katar, o Sensei comentar d animais de raça e de uma sobrinha vegana q por acaso conheço. E isso me desarmou mais, tava com medo d falar q sou vegana e receber o bombardeio clássico do e se as proteínas...
Saindo de lá, ainda querendo desistir percebi q estou melhor, q algo na minha mente e corpo ta melhor. Creio eu q foi mais a interação ainda q me sentindo et e me perguntando o q eu fazia lá várias vezes.
Pensei em desistir pra economizar o valor... mas ta tão barato, nem academia eu consigo por esse preço. Resolvi encarar o q disse do zero, focar em ter meu saco d pancadas pra treinas os chutes e socos que aprender lá.
Houve um momento q seria minha vez de praticar sozinha o catar, e eu não quis, acho besta fazer e ser assistida com uma plateia q ja estava vendo. E me sentir pressionada a gritat o "jhei" de cada momento d determinado movimento. Ao mesmo tempo me confundi pq sou atriz, faço palhaçada no insta e no face e lá sou tão fechada e durona.
Me envergonhei disso, um dos poucos adultos disse q eu falei não pra treinar com ele e nem percebi... eu sei que naturalmente sou fechada mais ainda pra homem aparentemente pai d família q possa dar em cima d mim... eu sei q é trauma, o professor é carinhoso com todo mundo. E eu nas nóias, longe de ser a palhaça q sou.
Quem vê eu sou a pessoa mais fechada do mundo e reservada. Não sei se é característico da bipolaridade ou se todos são tão extremos assim quando se trata de socializar.
Eu só sei q saí d lá melhor, antes d começar a faltar ir ao karatê era motivo pra tudo, pra não marcar nada nos dias de treino e um grande motivo pra não estudar a noite.
É o q tenho d melhor no momento.
Tava me sentindo aprisionada aqui mas os pequenos detalhes q sempre me encantaram me engoliram no esgotamento. E quimicamente isso alterou quando fui treinar, ainda q pouco. Agora mais uma vez quero ter disciplina d não faltar de treinar todos os dias e interagir mais.
Antes eu fazia questão de aparecer, agora eu me fecho, querendo ter canal do youtube e colocar todas as minhas idéias espalhafatosas no meio, e fico nessa...
Estranho e tão claro, eu fiquei mais bugada ou sempre fui?
Como disse anteriormente, foram 28 anos instáveis e preciso admitir q isso não se altera em 1 ano de terapia e medicações, nem com reza e mágica.
Paciência... unir ela com todos os conflitos e desejos e sonhos tem sido muito difícil.
Agora to passeando com a Cléo e sentindo a noite, o vento frio, as folhas voando, a poeira, a seca... me lembrando perfeitamente d como ano passado foi horrível e todos os aspectos e como eu estaria feliz d saber q estou bem agora. Estou feliz d estar bem quando olho pro passado.
Eu não sou santa e to mais pra demônia com todo orgulho, e é muito louco perceber as coisas como estão, sem maniqueísmo e sem justificativa pra sofrimento meu ou alheio. Apenas to tentando viver melhor.
Mãe Isa tem tentado, da maneira dela, e o q seria de mim sem ela? Minha ansiedade me faz sofrer com o pior q pode acontecer, com uma possível partida minha ou dela. Preciso de estabilidade e to me esforçando tanto... que dói.
Eu me sinto descartada mas preciso admitir q muitas vezes me comporto como alguém q só descarta ainda mais se eu perceber algo grotescamente contra meus valores. Talvez seja isso q há de errado comigo e assim eu recebo, amorosamente falando ta tudo bagunçado e eu só penso ainda nele, que foi mais amigo que amor e mereceu minha explosão, e com a sabedoria de hj eu gostaria d ter me controlado. Mas é isso, eu já estava doente, ele teria q me amar apesar disso. Pensei na vida toda e foi o único amor que amei apesar de toda a diferença entre nós e me pergunto se dará certo algum dia.
Isso é pós treino, andando todas as noites com a Cléo, almejando um futuro melhor, tentando no presente e superando o passado, ele está aqui o tempo todo. Nem dói tanto mais, mas tenho medo disso. Talvez ele tenha repulsa de mim e não sinta nada e eu seja só a louca mal amada em seu olhar. Que seja, amar ele me basta sempre.
Antes eu esperava que um amor chegasse pra doer mais e assim eu esquecê-lo, hoje eu só quero um namorado que eu possa contar e amar com tudo q sei q posso. Acredito sim que amarei como nunca e mensuramente não dará pra explicar, nem medir... mas será possível pq quero. Ele ainda estará aqui vivo em memória até q o tempo me concerte em relação a isso. Antes eu queria substituí-lo, não mais... Nada tem a ver com meu transtorno, eu só sei que já estava doente e ao menos agora eu me trato.
Sigo me tratando... Boa noite
Pouco antes de começar
Ao mesmo tempo q é legal lutar com crianças perto, divertido pq elas ensinam muito, Eu sinto muita preguiça disso. É como se eu precisasse mais de objetivos, nem tanto burocracias e autoridades.
Minha Deusa, catar é muito chato, parece tudo muito chato e eu não sei o q to fazendo aqui. Sei q é pra socializar, pra me movimentar, pra aprender, pra tudo d bom, só q não to me sentindo assim... eu to querendo desistir mais q nunca.
Acredito q sentiria o msm numa turma de adultos, os adultos aquu da minha idade são pais e isso meio q incomoda pq fui infantilizada a vida toda... sempre fui comparada com crianças.
Vai ver é isso, mais tudo o q me envolve que de repente se tornou desculpa pra eu não querer fazer mais nada, pq a verdade é q nessas horas nada parece importar.
Antes do treino - ainda em casa
Estou relaxando antes do treino, vou começar do zero. Tava desesperada por ter faltado 2 semanas, e queria repor tudo de uma vez ou desistir.
Isso me faz lembrar do quanto eu tendo a desistir. Eu sempre esgotei, quero muito ter constância e to ditando a mim mesma que é como começar do zero. Eu faltei e vou faltar sempre, aceito minha indisciplina, eu não sou competitiva mesmo, então eu preciso entender e me compreender que o mais importante é o momento que estou lá.
Tanto tempo de vivência baseada em calendários e cobranças, a gnt entra no modo automático de planejamentos, frustrações, percepções.
Haverá quem se orgulhe por ter conseguido tudo que sempre quis, ter batido todas as metas e eu lhes pergunto, e agora? Quem vc é agora? Vai continuar se atropelando pra chegar em um novo objetivo? Vc tmbm aproveitou seu momento?
Eu tmbm não, caros amigos leitores...
Nenhum de nós consegue facilmente estar no presente, até aqueles que dizem que sim. Digo no olhar de quem é baseado em calendários.
Não acho ruim, eu gosto de datas, eu adoro viajar no tempo através do q sinto e escrevo.
E agora mesmo estou parando pra desabafar o meu hoje que se resumiu em lavar roupas, trocar roupas de cama, dedetizar meu quarto e falar da alergia que me apareceu na pele. Eu acho q foi mordida de percevejo.
Enfim... entre o que eu gostaria, o que sou e como estou.
Eu sou essa pessoa que luta pra ser melhor, pra se superar.
E tmbm sou a que lamenta todos os dias. Não precisamos escolher o lado bom quando um precisa do outro. Um não existe sem o outro. Eu percebi isso hoje.
Por trás da força conhecemos toda fraqueza. Eu to sendo meio romântica nisso, mas é comigo mesma.
Ultimamente ta pesado demais, e ainda q eu queira ou me obrigue a ir, a vontade de recuar é enorme.
Eu fiz isso todas as vezes q fui pra algua coisa por hobby. Há minutos atras eu ja havia desistido. Sorte que mantém o último horário, assim eu me atrasei o suficiente pra desistir do horário anterior e posso estar bem para o próximo. Se eu fizesse os 2 d uma vez como gostaria eu iria sofrer mais. Então coloquei esse mantra de começar de novo, como se fosse a primeira vez.
Sou faixa branca, antes anseava pela preta pra dar aulas, mas agora nada importa, é como se nada fosse dar certo. Sim eu to nesse nível de desânimo. Sendo q sei q posso passar por todas as etapas.
Talvez seja falta de antidepressivo mesmo, pq quando eu tava tomando eu tava vendo mil possibilidades, tava disciplinada e em paz com a música tmbm.
Eu só queria tanto não depender disso. Queria mesmo não precisar mais de remédio. Mas já vi q lutar contra isso é dar um passo a frente e 2 pra trás no tratamento. Realmente eu ainda to começando a superar a pancada do ano passado, fazendo "fisioterapia" da mente e do corpo.
Mas esse cansaço parece nunca ter fim... eu vou e digo aqui a diferença da mente e do corpo sobre.
Até de cuidar bem dos gatinhos eu to deixando. Trocar água e comida ta difícil, parar pra brincar com eles ta mais raro. Eu cuidei o básico, mas não estou como estava.
Até que deu pra observar o Rose brincar com os gatinhos e ri um pouco. Até q percebi q precisava "correr" pras obrigações e algo que deveria ser em 30 min eu fiz em 1 hora.
Digitar tudo isso foi mais rápido que coisas simples.
Falo isso não pra justificar nada, mas sim pra desabafar a real existência dessa doença, depressão e ansiedade. A grande maioria tem e luta como consegue.
É silenciosa mas existe e a gnt que passa por isso realizamos muito nas poucas vitórias.
Eu consegui lavar roupa, limpar o quarto, cuidar dos gatinhos, fazer comida, lavar louça, passar pano na cozinha, tomei banho... Coisa q ano passado não fazia. E eu preciso o tempo inteiro me lembrar disso, e consigo, o mundo me lembra o contrário, que eu nunca deveria ter adoecido então não precisaria ser vitoriosa nas pequenas coisas... Mas nenhum lado ta errado, os dois estão certos. Será mesmo que precisamos sofrer pra ser feliz? Pra valorizar quando passa? Pq não podemos ser que nem os animais não humanos?
Pq não somos!
Parada
Contei no outro blog como foi esses últimos tempos de horas, e pra aumentar palavas não ditas lá é a sensação de sufoco e parada.
Pode ser confusão mental, sobrecarga de lembranças, sobrecarga de carências, sobrecarga de desânimo.
Hoje eu confundi minha vontade com minha indisciplina, com meu cansaço e to aqui tentando não desistir d novo.
Deitei um pouco pra escrever o q publiquei e as costas começaram a coçar, acho q meu colchão ta infestado de percevejo e isso parece um ótimo motivo pra desistir de viver. Vou começar do zero e fazer um experimento indo pra ver o que vai mudar de fato, até mesmo se vai ser melhor ou pior pra essas bolinhas vermelhas no corpo todo. Mesmo trocando a roupa de cama, parece q não adiantou.
Ao menos tenho uma cama, roupa d cama e estou perto dos meus felinos. Isso me deixa grata e com muita raiva ao mesmo tempo. Ta foda seguir em frente, socializar com fantasma do passado q está assombrado vindo me encher no único local q tenho ido... sim to falando da ex "psicolouca", ela sim precisa de tratamento.
Mas vou lá e sair dessa estagnação... mesmo me movimentando me sinto parada. Mas to indo lá... vou treinar, como se fosse a primeira vez.
Pode ser confusão mental, sobrecarga de lembranças, sobrecarga de carências, sobrecarga de desânimo.
Hoje eu confundi minha vontade com minha indisciplina, com meu cansaço e to aqui tentando não desistir d novo.
Deitei um pouco pra escrever o q publiquei e as costas começaram a coçar, acho q meu colchão ta infestado de percevejo e isso parece um ótimo motivo pra desistir de viver. Vou começar do zero e fazer um experimento indo pra ver o que vai mudar de fato, até mesmo se vai ser melhor ou pior pra essas bolinhas vermelhas no corpo todo. Mesmo trocando a roupa de cama, parece q não adiantou.
Ao menos tenho uma cama, roupa d cama e estou perto dos meus felinos. Isso me deixa grata e com muita raiva ao mesmo tempo. Ta foda seguir em frente, socializar com fantasma do passado q está assombrado vindo me encher no único local q tenho ido... sim to falando da ex "psicolouca", ela sim precisa de tratamento.
Mas vou lá e sair dessa estagnação... mesmo me movimentando me sinto parada. Mas to indo lá... vou treinar, como se fosse a primeira vez.
domingo, 5 de agosto de 2018
Cansada e esgotada
Ontem eu tava bem, não chorei tanto e via saídas...
Hoje eu não sei pra onde foi, mas tudo se apagou.
Não quero ser essa pessoa sem energia pra sair, tenho motivos, especialmente financeiros, mas me sinto tão presa. Talvez isso seja um sinal de melhora por perceber que não quero continuar assim.
Quando fico assim, eu não consigo perceber os detalhes, não me conecto com a natureza que amo, não sinto vontade contemplar e me esqueço como é isso. Lembro dd um tempo q morava no império e perceber a cidade engolindo o cerrado parecia me sufocar. Quando comunguei ayahuasca eu só via o cerrado. E hj isso oscila tanto.
Não sei onde foi parar minha força, não bastasse os últimos acontecimentos agora tenho que me preocupar com uma ex psicóloga que mexeu no meu passado. Fora o contexto q me sufoca, pq não to me sentindo dona da minha vida e minhas escolhas foram embora.
É assim que me sinto hj, q me senti o dia todo. A pior pessoa, aquela q ninguém quer suportar.
Ou foi só mais um esgotamento, só mais uma vez que me perdi nos pensamentos acelerados, e é completamente plausível devido a tudo q passei nos últimos tempos.
Eu e meus babys, e o mundo. Não sei até quando vou suportar!
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