Quando cheguei na aula, eu digitei a publicação anterior, estava observando o professor observando os pequenos no Katar, os adultos olhando e lutando pra não desistir...
O treino foi chato, o horário que vou é muito chato, todo mundo já treinou, já aqueceu e eu fico dependendo da criatividade do professor do que fazer comigo.
Estava incomodada de como estava visível as bolhas vermelhas em meu corpo, mas tava tudo ok.
Ele pediu pras meninas, coleguinhas que adoro da idade entre 10 e 13 anos pra me auxiliarem no Katar. Eu eu fui me lembrando d como era. Poucod minutos antes uma delas me perguntou se eu ia competir e eu expliquei q não via necessidade. Ela me olhou meio aborrecida e disse q só perguntou pq somos faixa branca.
Vai ter a copa do professor e por isso tanto treino com Katar e ele sempre falando pra mim caso eu mude de idéia, pra eu competir eu só pensando em correr dali. Tmbm não posso agora pagar treino d ninjutso q sonho em fazer e nada tem d competição e nem criança. Aliás o karatê é um passo pra eu chegar lá e não morrer nos treinos. E é caro... fica pra longo prazo e pra quando eu conquistar meu direito de ir e vir tanto do meio como da mente!
Fiquei parada 15 dias do karatê então katar é bom pra eu não passar tão mal...
Eu tentei sorrir, ser mais simpática, respirei fundo e percebi q na dança do ventre fui tanto antisocial quanto. Aliás a única época q fiz amizade facilmente foi no d'armas. Eu conseguia tudo q hj é distante.
Depois conseguia por base da rotina amizade com os colegas de trabalho mas nada profundo...
Desde criança eu sou assim, depois sou a pessoa q mais ama, protege, leal... e as vezes tudo vira e nunca perdoo e desapareço doa ciclos. Mas as poucas ficam pra sempre.
Não quero me tornar a melhor amiga de todos, nem ser popular mas ser mais livre, mais relaxada r deixar ao menos um momento dss pessoas mais seguras e sem achar q vou atacar.
Lembrei q na ayahuasca eu era assim com todos os participantes... eu emanava tanto amor e não só pelos rituais pq quando não comungava mais eu emitia todo esse amor. Até q me senti profundamente traída ou como se tudo fosse mentira... hoje sabiamente entendo, entendo q d alguma maneira ta tudo ok.
Só queria de volta essa segurança, essa paz pra poder me abrir e deixar sair só o q eu quiser.
O treino foi repetidamente o Katar, o Sensei comentar d animais de raça e de uma sobrinha vegana q por acaso conheço. E isso me desarmou mais, tava com medo d falar q sou vegana e receber o bombardeio clássico do e se as proteínas...
Saindo de lá, ainda querendo desistir percebi q estou melhor, q algo na minha mente e corpo ta melhor. Creio eu q foi mais a interação ainda q me sentindo et e me perguntando o q eu fazia lá várias vezes.
Pensei em desistir pra economizar o valor... mas ta tão barato, nem academia eu consigo por esse preço. Resolvi encarar o q disse do zero, focar em ter meu saco d pancadas pra treinas os chutes e socos que aprender lá.
Houve um momento q seria minha vez de praticar sozinha o catar, e eu não quis, acho besta fazer e ser assistida com uma plateia q ja estava vendo. E me sentir pressionada a gritat o "jhei" de cada momento d determinado movimento. Ao mesmo tempo me confundi pq sou atriz, faço palhaçada no insta e no face e lá sou tão fechada e durona.
Me envergonhei disso, um dos poucos adultos disse q eu falei não pra treinar com ele e nem percebi... eu sei que naturalmente sou fechada mais ainda pra homem aparentemente pai d família q possa dar em cima d mim... eu sei q é trauma, o professor é carinhoso com todo mundo. E eu nas nóias, longe de ser a palhaça q sou.
Quem vê eu sou a pessoa mais fechada do mundo e reservada. Não sei se é característico da bipolaridade ou se todos são tão extremos assim quando se trata de socializar.
Eu só sei q saí d lá melhor, antes d começar a faltar ir ao karatê era motivo pra tudo, pra não marcar nada nos dias de treino e um grande motivo pra não estudar a noite.
É o q tenho d melhor no momento.
Tava me sentindo aprisionada aqui mas os pequenos detalhes q sempre me encantaram me engoliram no esgotamento. E quimicamente isso alterou quando fui treinar, ainda q pouco. Agora mais uma vez quero ter disciplina d não faltar de treinar todos os dias e interagir mais.
Antes eu fazia questão de aparecer, agora eu me fecho, querendo ter canal do youtube e colocar todas as minhas idéias espalhafatosas no meio, e fico nessa...
Estranho e tão claro, eu fiquei mais bugada ou sempre fui?
Como disse anteriormente, foram 28 anos instáveis e preciso admitir q isso não se altera em 1 ano de terapia e medicações, nem com reza e mágica.
Paciência... unir ela com todos os conflitos e desejos e sonhos tem sido muito difícil.
Agora to passeando com a Cléo e sentindo a noite, o vento frio, as folhas voando, a poeira, a seca... me lembrando perfeitamente d como ano passado foi horrível e todos os aspectos e como eu estaria feliz d saber q estou bem agora. Estou feliz d estar bem quando olho pro passado.
Eu não sou santa e to mais pra demônia com todo orgulho, e é muito louco perceber as coisas como estão, sem maniqueísmo e sem justificativa pra sofrimento meu ou alheio. Apenas to tentando viver melhor.
Mãe Isa tem tentado, da maneira dela, e o q seria de mim sem ela? Minha ansiedade me faz sofrer com o pior q pode acontecer, com uma possível partida minha ou dela. Preciso de estabilidade e to me esforçando tanto... que dói.
Eu me sinto descartada mas preciso admitir q muitas vezes me comporto como alguém q só descarta ainda mais se eu perceber algo grotescamente contra meus valores. Talvez seja isso q há de errado comigo e assim eu recebo, amorosamente falando ta tudo bagunçado e eu só penso ainda nele, que foi mais amigo que amor e mereceu minha explosão, e com a sabedoria de hj eu gostaria d ter me controlado. Mas é isso, eu já estava doente, ele teria q me amar apesar disso. Pensei na vida toda e foi o único amor que amei apesar de toda a diferença entre nós e me pergunto se dará certo algum dia.
Isso é pós treino, andando todas as noites com a Cléo, almejando um futuro melhor, tentando no presente e superando o passado, ele está aqui o tempo todo. Nem dói tanto mais, mas tenho medo disso. Talvez ele tenha repulsa de mim e não sinta nada e eu seja só a louca mal amada em seu olhar. Que seja, amar ele me basta sempre.
Antes eu esperava que um amor chegasse pra doer mais e assim eu esquecê-lo, hoje eu só quero um namorado que eu possa contar e amar com tudo q sei q posso. Acredito sim que amarei como nunca e mensuramente não dará pra explicar, nem medir... mas será possível pq quero. Ele ainda estará aqui vivo em memória até q o tempo me concerte em relação a isso. Antes eu queria substituí-lo, não mais... Nada tem a ver com meu transtorno, eu só sei que já estava doente e ao menos agora eu me trato.
Sigo me tratando... Boa noite
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