Estava tudo bem aqui dentro, eu tava suportando o vazio, tava me virando na ansiedade, nas reações q meu corpo tem, na falta que eu nem entendo.
Fiz minha velha terapia, separei a lenha, acendi e mantive acesa a fogueira, fiquei calada, olhando as estrelas, até a passarinha e o legume chegarem pra contemplar a noite, rimos, conversamos e eu fiquei bem, ainda q eu quisesse só o silêncio e a contemplação... Eu fiquei bem.
Tirei fotos, filmei, postei nas redes, vim aqui escrever... E quando Mãe Isa chegou foi legal tmbm, conversamos muito e rimos muito.
Já estavamos perto de dormir, já era tarde, mas mais cedo que neste momento, quando mãe Isa tocou no assunto do qual seu filho lhe preocupou, ela me olhou nos olhos e perguntou se eu sentia que estava sendo escravizada aqui, pq segundo ele, e a lei trabalhista que eu conheço bem, eu posso entrar na condição de trabalho escravo, ele sugeriu que fizéssemos um contrato e ela me pague um salário.
Na hora eu expliquei que não me sinto nessa condição e que pra mim acontece a relação de troca, e que isso é comum, que muitas pessoas fazem isso, mas ela disse todas as palavras que até consigo entender vindo de uma pessoa de classe média que convive com pessoas ricas e completamente sem noção de comunidade. Entendo que ele não sabe e acha que nunca será possível viver em um mundo que não exista cargos e salários, e dissr mais pra Mãe Isa: "Quem disse que ele tmbm não é escravo? Pode dizer a ele q eu era da área de rh e conheço bem um trabalho escravo.maquiado de meritocracia e profissão.
Na hora a passarinha me ajudou a dizer a ela pra não se preocupar, mas alertei que entendia.tmbm q se alguém quisesse denúncia-la ou me denunciar pro inss dizendo q há um trabalho remunerado a gnt pode se prejudicar. Ela por me "explorar" aos olhos do estado, mas na real ela vai ts deixando de direcionar impostos de relação trabalhista ao estado. E eu por enganar o inss de q não estou apta a trabalhar.
Eu estudei isso, sei muito bem que entre alguém na condição de empregado doméstico da qual ele sugeriu, já traz uma relação de poder. Nitidamente eles não me aceitaram como filha adotiva dela e muito menos sendo uma pessoa da mesma classe social que mora em um lugar e divide atividades domésticas.
Perguntei a mãe Isa se caso eu trabalhar fora ele vai dizer isso, caso eu abra a Oscip com ela, ele dirá isso. Eu a acalmei q não irei reivindicar isso, que depois a gnt explica melhor a ele, e que pra ela se respaldar a gente pode fazer algum documento. Vou estudar a respeito.
Mas agora, minutos depois dessa conversa e já são 02:28 am, eu comecei a ouvir pensamentos a mil a respeito disso, que no fundo ela não é mãe adotiva, nunca serei considerada e aceita, lembrei dos meus pais que não ligam pra mim, lembrei de tudo que passei ano passado e agora em minha cama vejo o quanto isso me ofendeu e me afetou.
Nas minhas tarefas que foram combinadas, eu devo me dedicar no máximo 4 horas por dia, sem ser um trabalhi mecânico, eu cuido como se fosse mãe de todos os felinos e a cléo. Me perguntei se eu fosse uma namorada ou namorado da Isa se ele veria com os mesmos olhos e me julgaria dessa maneira.
Eu me afeto por isso, pq nem mesmo nas condições que estou vejo isso como trabalho. Vejo como terapia, como um descanso, como uma internação e recuperação.
Depois comecei a sentir que nunca mais serei da mesma "linha" de cidadania e pessoa forta e séria, decidida de si mesma, se eu escolher continuar assim. É imposto e é exigido o tempo inteiro que tenhamos um rumo de profissão, sua identidade se resume a isso. Se resume a exploração disfarçada de meritocracia e de planos de carreira.
Estou realmente arrasada com isso, por um momento me deu muita vontade de jogar tudo pro alto e desaparecer. Creio que a única coisa q ainda me segura são meus felinos, mas to aqui... Querendo morrer.
Assustei as pessoas que já se aproximaram de mim, as que já quis manter uma relação, com essa minha condição, dessa vida bugada, e sinto novamente que tudo foi esmola. Vou continuar sozinha por um bom tempo, mas gostaria muito de tirar do meu peito o que to sentindo, o que ta machucando, parece que não há saída quando esse sentimento vem.
Naturalmente senti raiva novamente de quem não está comigo, sei que não deveria me afetar, sei que racionalmente falando nada importa.
Vai chegar a apatia sobre isso, ou alguma decisão de sobrevivência. Só sei que ta doendo, e que não vejo saídas pra melhorar. É como se fosse uma sentença de morte. Como se fosse mais motivo pra deixar de existir, pq eu já não existo.
Ainda venho aqui desabafar, sabendo que ninguém lê e ninguém se importa, sabendo que isso tudo pode ajudar alguém um dia, sabendo que ainda é meu escape.
Talvez eu deixe de existir em todos os aspectos e nem estou falando de morte, estou falando dd anonimato, de uma maneira de me proteger sem existir.
Preciso dormir... mas queria ficar aqui escrevendo, pq nessas eu me encontro comigo e consigo achar algum rastro de identidade, daquela que é golpeada em horas como essa. Chorar... claro que sim, eu ainda sinto.
Fiz minha velha terapia, separei a lenha, acendi e mantive acesa a fogueira, fiquei calada, olhando as estrelas, até a passarinha e o legume chegarem pra contemplar a noite, rimos, conversamos e eu fiquei bem, ainda q eu quisesse só o silêncio e a contemplação... Eu fiquei bem.
Tirei fotos, filmei, postei nas redes, vim aqui escrever... E quando Mãe Isa chegou foi legal tmbm, conversamos muito e rimos muito.
Já estavamos perto de dormir, já era tarde, mas mais cedo que neste momento, quando mãe Isa tocou no assunto do qual seu filho lhe preocupou, ela me olhou nos olhos e perguntou se eu sentia que estava sendo escravizada aqui, pq segundo ele, e a lei trabalhista que eu conheço bem, eu posso entrar na condição de trabalho escravo, ele sugeriu que fizéssemos um contrato e ela me pague um salário.
Na hora eu expliquei que não me sinto nessa condição e que pra mim acontece a relação de troca, e que isso é comum, que muitas pessoas fazem isso, mas ela disse todas as palavras que até consigo entender vindo de uma pessoa de classe média que convive com pessoas ricas e completamente sem noção de comunidade. Entendo que ele não sabe e acha que nunca será possível viver em um mundo que não exista cargos e salários, e dissr mais pra Mãe Isa: "Quem disse que ele tmbm não é escravo? Pode dizer a ele q eu era da área de rh e conheço bem um trabalho escravo.maquiado de meritocracia e profissão.
Na hora a passarinha me ajudou a dizer a ela pra não se preocupar, mas alertei que entendia.tmbm q se alguém quisesse denúncia-la ou me denunciar pro inss dizendo q há um trabalho remunerado a gnt pode se prejudicar. Ela por me "explorar" aos olhos do estado, mas na real ela vai ts deixando de direcionar impostos de relação trabalhista ao estado. E eu por enganar o inss de q não estou apta a trabalhar.
Eu estudei isso, sei muito bem que entre alguém na condição de empregado doméstico da qual ele sugeriu, já traz uma relação de poder. Nitidamente eles não me aceitaram como filha adotiva dela e muito menos sendo uma pessoa da mesma classe social que mora em um lugar e divide atividades domésticas.
Perguntei a mãe Isa se caso eu trabalhar fora ele vai dizer isso, caso eu abra a Oscip com ela, ele dirá isso. Eu a acalmei q não irei reivindicar isso, que depois a gnt explica melhor a ele, e que pra ela se respaldar a gente pode fazer algum documento. Vou estudar a respeito.
Mas agora, minutos depois dessa conversa e já são 02:28 am, eu comecei a ouvir pensamentos a mil a respeito disso, que no fundo ela não é mãe adotiva, nunca serei considerada e aceita, lembrei dos meus pais que não ligam pra mim, lembrei de tudo que passei ano passado e agora em minha cama vejo o quanto isso me ofendeu e me afetou.
Nas minhas tarefas que foram combinadas, eu devo me dedicar no máximo 4 horas por dia, sem ser um trabalhi mecânico, eu cuido como se fosse mãe de todos os felinos e a cléo. Me perguntei se eu fosse uma namorada ou namorado da Isa se ele veria com os mesmos olhos e me julgaria dessa maneira.
Eu me afeto por isso, pq nem mesmo nas condições que estou vejo isso como trabalho. Vejo como terapia, como um descanso, como uma internação e recuperação.
Depois comecei a sentir que nunca mais serei da mesma "linha" de cidadania e pessoa forta e séria, decidida de si mesma, se eu escolher continuar assim. É imposto e é exigido o tempo inteiro que tenhamos um rumo de profissão, sua identidade se resume a isso. Se resume a exploração disfarçada de meritocracia e de planos de carreira.
Estou realmente arrasada com isso, por um momento me deu muita vontade de jogar tudo pro alto e desaparecer. Creio que a única coisa q ainda me segura são meus felinos, mas to aqui... Querendo morrer.
Assustei as pessoas que já se aproximaram de mim, as que já quis manter uma relação, com essa minha condição, dessa vida bugada, e sinto novamente que tudo foi esmola. Vou continuar sozinha por um bom tempo, mas gostaria muito de tirar do meu peito o que to sentindo, o que ta machucando, parece que não há saída quando esse sentimento vem.
Naturalmente senti raiva novamente de quem não está comigo, sei que não deveria me afetar, sei que racionalmente falando nada importa.
Vai chegar a apatia sobre isso, ou alguma decisão de sobrevivência. Só sei que ta doendo, e que não vejo saídas pra melhorar. É como se fosse uma sentença de morte. Como se fosse mais motivo pra deixar de existir, pq eu já não existo.
Ainda venho aqui desabafar, sabendo que ninguém lê e ninguém se importa, sabendo que isso tudo pode ajudar alguém um dia, sabendo que ainda é meu escape.
Talvez eu deixe de existir em todos os aspectos e nem estou falando de morte, estou falando dd anonimato, de uma maneira de me proteger sem existir.
Preciso dormir... mas queria ficar aqui escrevendo, pq nessas eu me encontro comigo e consigo achar algum rastro de identidade, daquela que é golpeada em horas como essa. Chorar... claro que sim, eu ainda sinto.
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